terça-feira, 29 de novembro de 2011

A PROFUNDIDADE TEOLÓGICA DO OFÍCIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO:



AGORA LÁBIOS MEUS – O Ofício começa com a palavra Agora. Não é um simples advérbio de tempo, indicando o começo da ação, mas é uma palavra conclusiva, que comemora os favores recebidos, enriquecida de gratidão e de carinho para com a Mãe de Deus, que é também nossa Mãe. O agora deste Ofício é muito parecido com o entusiasmo do velho Simeão quando recebeu nos braços o Salvador “Agora, Senhor, podes deixar-me partir em paz…”

SEDE EM MEU FAVOR – imploramos a intercessão de Maria contra os inimigos sejam eles materiais (físicos) ou espirituais. A conclusão glorificando o Pai, o Filho e o Espírito Santo mostra a íntima ligação do Mistério de Maria com o Mistério da Santíssima Trindade, sobretudo na pessoa do Filho. O Mistério de Maria é essencialmente Cristológico.
Maria vive em íntima união com a Santíssima Trindade. Assim disse o Concílio Vaticano II: “Maria é dotada com a missão sublime e a dignidade de se ser Mãe de Deus, e por isso, filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo” (LG 53). A virgem Imaculada vive imersa no mistério da Trindade, louvando a glória de Deus e intercedendo pela humanidade (Puebla, 293)



SENHORA DO MUNDO - proclamam-no todas as línguas Domina Nostra, Madonna Mia, Notre Dame, Nuestra Señora, Nossa Senhora… É uma vassalagem universal. Lemos no livro do Êxodo (Cf. Ex 15, 20-21) que Maria, irmã de Moisés, foi guiando as mulheres. Esta Maria era figura da Santíssima Virgem que também se chamou Maria, mestra e senhora que nos guia para o outro lado, para o céu. O fato de ser Mãe de Deusé que confere a Maria os direitos de domínio do mundo.

ESTRELA DA MANHÃ - os antigos acreditavam que cada homem nascia sob a proteção de uma estrela. Maria é esta estrela. Estrela da manhã porque foi ela quem precedeu, na mente do Altíssimo, ao dia da Criação. Foi ela quem precedeu ao dia da Redenção. Desde que se levantou radiosa, sempre seu brilho venceu o das demais e nunca teve o ocaso sombrio do pecado. Feliz aquele que se deixa guiar por esta Estrela. Mais recentemente o Papa a declarou Estrela da Nova Evangelização.

CHEIA DE GRAÇA DIVINA - Ave cheia de graça, o Senhor é contigo (Lc 1,28). Do princípio ao fim a vida de Maria é graça, é experiência da misericórdia e da bondade de Deus. Maria possui a plenitude da graça; daí sua valiosa intercessão junto a Deus para alcançar as graças que necessitamos. A graça divina fez de Maria jardim ornado de todas as virtudes.

FORMOSA E LOUÇÃ - pela graça divina, é realmente a Virgem Maria “formosa e louçã”. Diz um autor: “Como não sereis toda engraçada em vós, e para nós toda graciosa, se sois a Mãe da Divina Graça? Ó Santíssima, ó Suavíssima, ó toda formosa e engraçada Maria!”

DEFENSORA DO MUNDO - o mundo está com muita pressa de auxílio. E a quem recorremos senão àquela que é um “forte esquadrão contra o inimigo”?

AB ETERNO – DESDE TODA ETERNIDADE. Ao decretar desde toda eternidade a Encarnação do Verbo, Deus não o fez de um modo abstrato e indeterminado, mas sim estipulando os pormenores das condições necessárias para cumprimento deste decreto.

MÃE DO VERBO - No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito(Jo 1,1-3). Ele é a Imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda criatura, porque nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis. Tronos, Soberanias, Principados, Potestades, Autoridades, tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de tudo e tudo nele subsiste (Cl 1,15-17) . Se o Filho encarna, precisa de uma Mãe que o dará à luz permanecendo Virgem. Além disso, essa Mãe deve ser digna dele quanto seja possível, logo, antecipadamente terá todos os privilégios que Deus pode conceder. Por conseguinte receberá todas as honras que comporta a sua condição.

ESPOSA DE DEUS - Maria é a Virgem deposada por Deus. Maria “Esposa de Deus” diz respeito diretamente à relação Maria e a Igreja que ocorre amplamente nas reflexões dos Padres da Igreja (Clemente de Alexandria, Ambrósio, Agostinho, Leão Magno, e tantos outros). Isaac de Estela, discípulo de São Bernardo, dizia: “Ambas Mães, ambas Virgens, ambas concebem por obra do espírito Santo… Maria… gerou ao Corpo a sua Cabeça; a Igreja… dá a esta Cabeça o seu corpo. Uma e outra são Mães de Cristo, mas nenhuma delas o gera todo inteiro sem a outra. Por isso justamente, aquilo que é dito em geral da Virgem Mãe Igreja se entende igualmente da Virgem Mãe Maria.

MESA PARA DEUS ORNADA / COLUNA SAGRADA DE GRANDE FIRMEZA - casa a Deus dedicada com sete colunas e mesa preparada. Refere-se àquela passagem dos Provérbios (9, 1-2): “A sabedoria edificou para si uma casa, levantou sete colunas… e dispôs sua mesa”. Diz São Bernardo que“aquela Sabedoria, que era o próprio Deus, edificou para si uma casa que foi sua própria Mãe, na qual ergueu sete colunas que são as virtudes teologais e cardeais (Fé, Esperança, Caridade, Justiça, Temperança, Fortaleza e Prudência).

MÃE CRIADORA - Nova Eva. Da mesma sorte que Adão é figura de Cristo (novo Adão), Eva é figura de Maria (Nova Eva). Este é um singular paralelismo que percebemos nos Padres da Igreja feito entre Eva e Maria, modelado e inspirado no paralelismo entre Cristo e Adão (Rm 5,14; 1Cor 15, 22.45). O paralelismo entre Eva e Maria foi constituído já no século II por Justino e Ireneu: a Velha Eva que também era Virgem preferiu ouvir a voz da Serpente gerando, portanto, o pecado; a Nova Eva, Maria, a Virgem que soube ouvir a Palavra de Deus, gerou no seu santíssimo ventre, o próprio Filho de Deus. Assim a primeira Eva trouxe a tristeza e o pecado. Já a Nova Eva, trouxe-nos a paz, a esperança, o perdão e a graça salvífica. E por isso chamada Mãe da nova Criação. “Enquanto peregrinamos Maria será a Mãe e a educadora da fé. Ela cuida que o Evangelho nos penetre intimamente, plasme nossa vida de cada dia e produza em nós frutos de santidade” (Puebla 290). Ao pé da cruz, Maria recebeu de Jesus agonizante a missão de ser mãe de todos os que seriam seus discípulos (Jo 19,26).

SOIS DOS SANTOS PORTA - Maria, porta do céu. As figuras de “porta, limiar, entrada, umbral”, já desde a época dos Padres da Igreja, se aplicam à Virgem Maria para esclarecer sua função de Nova Eva, ou sua maternidade virginal ou sua intercessão suplicante em favor dos fiéis. Eva inocente, que venceu pela humildade o orgulho da primeira mulher, abrindo o que esta fechara: Virgem humilde que nos abriu a porta da vida eterna: o que Eva incrédula fechara – aquela fiel abriu. As portas do paraíso que Eva fechou foram abertas por ti, Virgem Maria. Maria é porta radiante luz, pela qual, Cristo, Luz do Mundo, refulgiu para nós. A Igreja não duvida disto: pela bem aventurada Virgem Maria, de quem nos veio o Salvador, nos descerão dons da graça celeste e se nos abrirá a feliz porta do céu.

DOS ANJOS SENHORA - Santo Tomás, explicando a Saudação Angélica, observa que no Antigo Testamento era grande honra para os seres humanos a aparição dos seres angélicos. E grande honra também era poderem os homens reverenciar aos Anjos. Que um Anjo, porém, reverenciasse ao homem, nunca se ouviu contar, a não ser depois da saudação a Maria, quando se verificou que, na natureza humana, havia quem fosse maior do que os anjos na plenitude da graça e intimidade com Deus.

ESTRELA DE JACÓ - Nm 24,17: “Eu vejo – mas não agora, eu o contemplo – mas não de perto: um astro procedente de Jacó se torna chefe, um cetro se levanta procedente de Israel. E esmaga as têmporas de Moab…” A estrela de Jacó é Maria que descende do grande patriarca. E Jesus é o cetro que se levantou de Israel e feriu os capitães de Moab, isto é, o mal e a morte, e nos deu a vitória.

REFÚGIO DOS CRISTÃOS - Maria Santíssima que reina gloriosa no céu trabalha misteriosamente na terra, mostrando a seus filhos o caminho da verdade. Não raro sucedeu que os fiéis, por guardarem sempre vigoroso o amor e o culto à Mãe de Jesus, mesmo destituído de todo auxílio espiritual, conservaram contudo integralmente sua fé. Maria é o amparo na fé. Quando Pio VII (+1823) foi arrancado da Sé de Pedro pela violência das armas e detido em estrita prisão, toda a Igreja erguia preces a Deus pela intercessão da Virgem Maria: sucedeu então, sem se esperar, a libertação do Sumo Pontífice e a sua volta para Roma em 24 de maio de 1814, e sua restituição ao trono pontifício. Por isso o Papa pio VII decretou que se celebrasse para sempre em Roma, a 24 de maio, uma festa em honra de Maria, Auxilio dos cristãos. Ela é o auxílio do cristão para que, com a proteção dela, trave o combate da fé com intrepidez, permaneça firme na doutrina dos apóstolos e caminhe seguro entre as tempestades do mundo.

A VIRGEM A CRIOU DEUS NO ESPÍRITO SANTO / E TODAS AS SUAS OBRAS COM ELA AS ORNOU - já vimos que nada se fez sem o Verbo. Mas nada se fez também sem o Espírito Santo que é o Amor do Pai e do Filho. Sem o Amor nada se faz. Aquele mesmo Espírito de quem diz o Gênesis (1,2) que, fecundando, pairava sobre as águas, já preparava o mais lindo ornamento de todas as obras: Maria.

TRONO DE SALOMÃO - 1Rs 10, 18-20. Do trono de Salomão diz a Sagrada Escritura que nunca se fez coisa tão preciosa pelos reinos do mundo. Era de marfim coberto de ouro finíssimo, com seis degraus e sustentado por duas mãos. Maria é o trono do verdadeiro Salomão ou Rei Pacífico, Jesus. É trono de marfim, por sua pureza e inocência, revestido do ouro finíssimo da mais ardente caridade. Duas mãos a sustentam, que são a humanidade e a divindade de Jesus.

ARCA DO CONCERTO (DA ALIANÇA) - Ex 25, 10-16. A Arca da Aliança, conservada e venerada no Templo de Salomão, coberta por fora e por dentro do mais puro ouro. Continha as duas tábuas da lei que Deus havia promulgado no Sinai. Conservava-se ali também um vaso que continha um pouco do maná que durante tantos anos caíra do céu para alimento do povo hebreu no deserto. Figura belíssima de Maria. Virgem, dotada de todas as graças e enriquecida da mais imaculada pureza tanto no que diz respeito ao corpo como no que se refere à alma, ela trouxe no seu casto seio o Verbo Eterno, o legislador divino da lei da graça, o autor da nova aliança entre Deus e os homens. Ela deu ao mundo Jesus Cristo, nosso Redentor, que é o verdadeiro maná, o pão celeste, o pão da vida, descido do céu. Lembramos ainda das passagens que dizem que Maria guardava as Palavras de Jesus no seu coração e as meditava (Lc 2,19. 51).

VELO DE GEDEÃO - Jz 6, 36-40. O velo de Gedeão é símbolo de muitos mistérios mas principalmente de Maria Imaculada. Querendo Gedeão esclarecer-se a respeito de milagrosa aparição que tivera, deixou do lado de fora de sua casa, durante a noite, o velo de um carneiro (couro de carneiro com a lã). E com grande espanto verificou pela manhã que o relento caíra todo no velo, enquanto tudo em redor ficara seco. Na noite seguinte repetiu a mesma prova desta vez o velo estava seco e tudo o mais coberto de orvalho. Com este milagre ficou sabendo Gedeão que seria eleito para vencer os inimigos de seu povo depois de sete anos de dura opressão. São Bernardo comenta que o velo simboliza Maria que, única, foi concebida sem pecado original e, por primeira recebeu de Jesus a sua graça que havia de espalhar-se depois pelo mundo. A Igreja reconhece no velo recoberto de orvalho uma figura do Mistério da Encarnação do Verbo Divino no seio puríssimo da Virgem Maria dizendo: Senhor, quando nasceste de um modo inefável da Virgem, cumpriram-se as Escrituras que diziam “desceste como orvalho no velo a fim de salvar o gênero humano. E São Bernardo ainda diz: “Tu és, ó Maria, o terreno umedecido, impregnado de celeste orvalho”.

ÍRIS DO CÉU CLARA - Gn 9, 8-17. Quando Deus fez as pazes com a terra, depois do dilúvio, deixou um símbolo agradabilíssimo de união e de paz: o arco-íris. E, no Novo Testamento, para mostrar a sua misericórdia para com os homens, deixou não apenas um símbolo, mas um verdadeiro traço de união: a Virgem Maria – Rainha da Paz. O arco-íris tem sete cores. Maria tem os sete dons do Espírito Santo. O arco-íris foi o sinal da aliança depois do dilúvio. Maria foi o sinal da aliança depois do pecado.

SARÇA DA VISÃO - Ex 3,1-6. Maria imaculada, como a sarça que ardia sem se consumir, deu à luz seu filho sem perder o privilégio da virgindade. São Gregório de Nissa diz: “Não é porventura um grande milagre ver uma virgem que se torna mãe sem deixar de ser virgem?” E São Bernardo acrescenta: “O que podia designar a sarça que ardia e não se consumia a não ser a virgem que deu à luz sem sentir as dores do parto?”. E canta assim a liturgia bizantina: “Como a sarça que não se consome ardendo, assim a Virgem deu à luz. Cristo com o fogo de sua divindade não fez arder a criatura na qual se encarnoou, antes conservou intacta a sua virgindade”.

FAVO DE SANSÃO - Jz 14, 5-9. Conta o livro dos Juízes que indo Sansão viajando com seus pais para a casa de sua noiva, ao se aproximarem das vinhas da cidade, apareceu um leão novo, feroz e que rugia fortemente e avançou contra Sansão. Mas o espírito do Senhor apossou-se de Sansão e ele depedaçou o leão como se fosse um cordeiro, sem arma alguma na mão . Mas nada disse a seus pais. Quando voltavam alguns dias depois Sansão afastou-se do caminho para ver o cadáver do leão e eis que na boca do leão estava um enxame de abelhas e um favo de mel. E, tomando-o nas mãos ia comendo pelo caminho, e chegando onde estavam seu pai e sua mãe, deu-lhes uma parte que eles também comeram. Assim como, dentro da boca de uma fera, se encontrou um favo, também no seio da humanidade não tão humana, encontrou-se Maria. E assim como, no seio da morte (no cadáver do leão), encontrou-se a vida (enxame de abelhas), assim também dentro da humanidade pecadora encontrou-se Maria: concebida sem pecado. Maria, laboriosa e humilde abelha que nos preparou o favo dulcíssimo, Jesus, que saboreamos pelo caminho da nossa vida toda vez que recebemos a Eucaristia.

FLORESCENTE VARA - Nm 17, 16-26; Is 11, 1-2. O livro dos números conta que a escolha de Aarão foi feita da seguinte forma: Deus mandou que um varão de cada tribo de Israel colocasse uma vara junto ao Tabernáculo e a vara do escolhido florescia. Foi o que aconteceu coma vara de Aarão onde apareceram botões, depois flores e frutos sem prejudicar o seu frescor. Essa vara, diz São Bernardo, é figura de Maria que floresceu sem raízes e sem a seiva da natureza; pois ela se tornou fecunda e deu à Luz Jesus sem a mínima alteração de sua pureza virginal, à maneira da vara de Aarão que nada perdia de sua verde folhagem, produzindo flores e frutos. No texto de Isaías lemos que “um ramo brotará do trono de Jessé”. Jessé foi o Pai do rei Davi, de quem Jesus era chamado filho (Mt 21,9), por ser descendente seu. Maria é este ramo de floresce quando dela nasce Jesus.

DA TRINDADE TEMPLO - A Santíssima Virgem por especial razão é Templo. Carregando em seu seio imaculado o próprio Filho de Deus, tornou-se Templo do verdadeiro Deus. Tendo guardado em seu coração a palavra de Deus (Lc 2, 16-17), tendo amado ardentemente a Cristo e conservado fielmente seus dizeres, vieram a ela o Pai e o Filho, e nela estabeleceram sua morada, segundo a promessa do próprio Senhor (Jo 14,23). Maria é o Templo Santo construído com indizível arte pelo Senhor; templo singular da glória de Deus pela obediência da fé e mistério da Encarnação, templo da justiça, templo da piedade para nós pecadores… templo repleto do Espírito Santo. Diz São Gregório: “És esplendor de luz, ó Maria, no sublime reino espiritual! Em ti o Pai, que é sem princípio e cuja potência te cobriu, é glorificado. Em ti que carregaste segundo a carne, é adorado. Em ti o Espírito Santo, que operou nas tuas entranhas o nascimento do grande Rei, é celebrado. É graças a ti, ó cheia de graça, que a Trindade Santa e consubstancial pôde ser conhecida no mundo”.

HORTO DE DELEITES - Gn 2, 8-15. O Horto, na terra do Éden – nome que significa delícia – tinha a virtude de produzir, sem o auxílio do homem, os mais deliciosos frutos e a mais linda vegetação. Uma fonte abundantíssima fertilizava todo aquele jardim. Perfeito símbolo de Maria que, sendo Virgem, também é Mãe. Sua fecundidade vem do Espírito Santo. São João Damasceno diz: “Tu és o Horto espiritual, mais santo e mais divino que o antigo, pois este foi a morada de Adão e tu foste o paraíso daquele que desceu do céu para habitar em ti”.

PALMA DE PACIÊNCIA - Vencedora do demônio. Maria Santíssima é suportadora das angústias e sofrimentos de sua missão de Mãe do Redentor. À Maria dá-se com extrema justeza, o título ou figura de palma da vitória, sendo nosso modelo para que, a seu exemplo vençamos as tentações. Por analogia Maria é comparada também à resistente palmeira, que os vendavais não conseguem abater. Maria, palmeira eleita, passou por todas as tribulações sem vergar. Estava de pé juntoà cruz sem que a veemência da dor a pudesse prostrar. Mártires e confessores têm-na como Rainha, porque soube viver e morrer dando heróicos testemunhos de fé (Gn 3,15).

TERRA BENDITA E SACERDOTAL - A terra, o terreno do Paraíso terrestre era virgem, não lavrada por mãos humanas, sendo no entanto, fertilíssima porque era obra de Deus; produzia plantas, flores e frutos (símbolo das virtudes) e não dava nenhum espinho (figura do pecado). Era portanto terra santa. Da filha desta terra bendita, fertilizada pelo Espírito Santo – Maria – nasceu o Salvador, sumo Sacerdote, sumo Sacerdote, realizando a profecia de Isaías: “Abra-se a terra e germine o Salvador”. É também figura de Maria pela beleza e fartura, em suma, pelas excelências. Terra de Canaã fecunda apontada a Moisés (Gn 2,8; Dt 8, 7-10).

CIDADE DO ALTÍSSIMO - Aqui faz-se alusão à cidade de Jerusalém que teve a honra de ser preferida para aa construção do Templo, onde Jesus haveria de ensinar mais tarde. Maria foi comparada ao Templo, é comparada agora a Jerusalém, cidade santa. Ou melhor, Maria é a verdadeira Jerusalém, pois ao invés de dar a morte, deu a vida ao Redentor, e nunca foi destruída e nem mesmo ameaçada pelo inimigo.

PORTA ORIENTAL - Ez 46, 1-3. A liturgia se serve da mesma comparação no Ofício do Advento: Salve Porta Oriental!, porque foi por Maria que raiou o divino oriente – seu Filho Jesus. Lê-se em Ezequiel: “Isto diz o Senhor: a porta do átrio interior, que olha para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; mas abrir-se-á no dia de Sábado, e também se abrirá no primeiro dia de cada mês. E o príncipe entrará pelo caminho do vestíbulo da porta… e fará adoração sobre o limiar desta porta, e depois sairá, e a porta não se fechará até a tarde. E o povo do país fará sua adoração à entrada daquela porta nos dias de Sábado”. Maria é a porta Oriental donde saiu o Sol da Justiça; é aporta que se abre ao pecador, pela misericórdia. A porta se abrirá e não se fechará mais. O povo se aproximará sem medo e adorará o Senhor, glorificando a divina Mãe.

LÍRIO CHEIROSO ENTRE OS ESPINHOS - Ct 2, 1-2. Santa Brígida diz que “assim como a rosa cresce entre os espinhos, assim cresceu Maria entre os sofrimentos”. Espinhos também são nossos pecados; espinhos são as blasfêmias e ingratidões para com seu Imaculado Coração. Além disso, o lírio é uma flor que reflete tranqüilidade pelo seu aspecto, símbolo da pureza pela sua nitidez, da beleza pelos seus contornos, do encanto pela sua fragrância. Dentre as flores é, portanto, a que mais e melhor se pode comparar a Maria, que além do mais, como a Santíssima Virgem, tem o poder de cura.

TORRE DE DAVI - 2Sm 5,9; Ct 4,4. Acena-se a uma das muitas torres que Davi mandou erguer na cidade de Sião. A Virgem é apresentada como uma fortaleza contendo as defesas contra os inimigos e o arsenal de armas para combate-los. Para isso eram construídas as torres. Maria Santíssima é uma torre tão bem edificada que, como São Tomás de Villanova podemos dizer: “Ocupando-lhe a praça forte o próprio Deus, não podia este sem grande cuidado, permitir ao demônio que dela se apoderasse, nem um instante sequer. Para isso teve que comunicar-lhe um poder inquebrantável, transformando-a numa verdadeira fortaleza davídica”. Assim Maria é aquela criatura santa que nunca foi vencida pelo pecado, toda cheia de graça e fiel a Deus. É nisso precisamente que consiste o mistério da Imaculada Conceição, que nos apresenta em Maria o rosto do homem novo redimido por Cristo, no qual Deus recria ainda de modo mais admirável o projeto do paraíso (Puebla, 298).

A MULHER E O DRAGÃO - Após o pecado dos primeiros pais quando Deus amaldiçoou a serpente, Ele anunciou que a descendência da Mulher haveria de esmagar-lhe a cabeça (Gn 3, 15). Por isso, Maria Imaculada aparece com a cobre debaixo dos pés. Trazendo ao mundo o Salvador, ela deu início a vitória do Bem sobre o Mal. Outra citação vemos em Ap 12. Há, portanto, duas grandes seduções, ou dois grandes ataques do demônio (dragão) com relação à mulher: a astúcia da serpente que quer que a inteligência contemplativa de Eva seja apenas uma inteligência eficaz (conhecedora de tudo = Deus) e a oposição brava do dragão com relação à mulher, para que ela deixe de ser fonte de vida. A diferença entre esses dois ataques é que na grande visão do Apocalipse a mulher não cai na armadilha. Ela é ajudada por Deus, recebe as “duas asas de grande águia e voa para o deserto”, onde Deus lhe preparou um refúgio. O demônio, no seu ataque contra a fecundidade, portanto, jamais será vitorioso: ele não pode ser vitorioso. Mas irá muito longe: bem sabemos hoje que ele vai muito longe no seu ataque contra a fecundidade segundo a carne e o sangue, e também contra a fecundidade espiritual. Ele tenta por todos os meios suprimir essa dupla fecundidade. Mas há um socorro de Deus para a Mulher, e, portanto, para a criatura que deve ser fonte de vida e guardiã da vida. Esse socorro divino, são as duas asas da grande águia. Estas duas asas da grande águia são, segundo os Padres da Igreja, a adoração e a contemplação. Se a mulher – isto é, a criatura na sua fraqueza– continuar a adorar e contemplar, ela não cairá na armadilha do dragão.

MULHER FORTE - O livro dos Provérbios (31, 10-31) faz o elogio da perfeita dona de casa, que se mostra solícita, corajosa e operante em tudo que faz. Em todos os tempos, inclusive hoje, existem mulheres que vivem esse ideal de doação total. Porém, mais que todas, Maria sempre teve essa fortaleza de ânimo para executar sua missão no lar e na sociedade. Foi ela a “a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio; é o modelo para os que não aceitam passivamente as circunstâncias adversas da vida pessoal e social, nem são vítimas de alienação” (Puebla, 297,302); tornou-se assim exemplo “para a mulher contemporânea, desejosa de participar com poder de decisão nas opções da Comunidade (Paulo VI, Exortação Apostólica Marialis Cultus, 37).

INVICTA JUDITE - Jd 8,4-8; 15,8-10. No Livro de Judite elaé cognominada Libertadora de Betúlia; à semelhança do livro de Éster, é uma história de libertação do povo por uma heroína: Holofernes, enviado com 132 mil homens pelo rei da Assíria, Nabucodonosor, para invadir a Ásia ocidental, acampa em Betúlia, sitiando a cidade. Judite, seduzindo o general inimigo cortou-lhe a cabeça depois de embriagá-lo; leva Judite então, esse troféu de guerra e exibe-o a seu povo em Betúlia. Eis a aplicação como figura de Maria que nos liberta de Satanás. A Igreja exalta a Maria com as mesmas palavras com que os hebreus estejaram o triunfo desta mulher corajosa que, arriscando a vida, cortou a cabeça do general inimigo e assim salvou seu povo: “Tués a glória de Jerusalém, és a alegria de Israel, a honra de nosso povo!” .

ALENTASTES O SUMO DAVI - Na história de Davi se conta que ele, estando já velho, mandou que lhe procurassem uma jovem esposa para o assistir e cuidar dele. Procuraram em todo território de Israel e trouxeram-lhe uma jovem belíssima, chamada Abisag de Sunan, que o serviu e se tornou sua esposa, mas permaneceu virgem (1Rs 1,1-4). Cristo relizou as esperanças que o povo colocava em Davi; por isso ele foi reconhecido como um novo Davi, um Filho de Davi. A seu lado, Nossa Senhora tornou-se a esposa virginal de Deus.

MARIA E RAQUEL - Gn 29, 15-30; 37; 39; 41,37-57. Conta o Livro do Gênesis que chegou Raquel certo dia com os rebanhos de seu pai Labão, para apascentá-los. Vendo-a Jacó e sabendo que ela era sua prima irmã e que aqueles rebanhos pertenciam ao sei tio Labão, ajudou Raquel a levantar a pedra do poço para dar de beber ao rebanho. Raquel era formosa e muito agradável. E Jacó, sentindo uma grande afeição disse para Labão que serviria sete anos pela sua segunda filha, Raquel. O texto sagrado mostra-nos em Raquel uma mulher de rara beleza e de uma grande amenidade de temperamento. Sob esse duplo aspecto, tornou-se a filha de Labão uma impressionante figura da formosa e mansa Virgem Maria. Raquel foi sempre, por parte de Jacó, o objeto de um amor cuja ternura não se enfraqueceu jamais. A virgem Maria foi o objeto das complacências eternas e de uma predileção sem par da parte de Deus. Mas o que de mais significativo é que Raquel foi a mãe de José. José foi vendido por seus irmãos e levado para o Egito. Esta venda proporcionou depois a salvação do Egito e o Faraó o declarou salvador do mundo. Jesus foi vendido por Judas aos Judeus e esta venda operou a salvação de nossas almas. José perdoou, alimentou com o trigo, enriqueceu e salvou seus irmãos da morte. Jesus também perdoou do alto da cruz e continua perdoando pelo sacramento da Reconciliação; alimenta com a Eucaristia e nos enriquece com a sua graça e dons do divino Espírito Santo. Por fim, Jesus é o Salvador do mundo e vencedor do pecado e da morte. “Do Egito o curador de Raquel nasceu, do mundo o Salvador Maria no-lo deu”.

RELÓGIO ATRASADO - 2Rs 20,8-11; Is 38,7-8. O episódio bíblico referido aqui é o da cura obtida pelo rei Ezequias por intervenção do profeta Isaías. Quando este anunciou ao rei que ficaria curado, ele não quis acreditar sem antes ver um sinal do céu, que confirmasse as palavras do Profeta. Isaías então disse que a sombra do sol, com a qual se marcavam as horas no relógio solar, haveria de atrasar dez graus, como se as horas do dia voltassem atrás. Para entendermos que semelhança pode haver entre esse relógio e Maria Santíssima, temos de ler a estrofe seguinte (Para que o homem suba às sumas alturas / desce Deus dos céus para as criaturas) que fala da descida de Deus até junto das criaturas. O Verbo se humilhou, tomando a forma de servo (Fl 2,7), quando se encarnou no seio de Maria; o sol que retrocede representa o Cristo que se rebaixa, fazendo-se homem. Então Maria é comparada ao relógio, no qual se realiza essa aniquilação do Sol divino. Outra analogia que se pode fazer é que em Nossa Senhora no momento de sua Concepção Imaculada o sinal da Redenção foi nela impresso antecipadamente, em virtude da previsão dos méritos do seu divino Filho. As sombras do pecado original foram como que recuando para dar passagem a essa alma predestinada, que deva irradiar ao mundo o Sol da Justiça, Jesus Cristo, Salvador dos homens.

FIZESTE NASCER SOL TÃO FECUNDO - Cristo é a luz do mundo, é o Sol da Justiça. Cristo nasceu de Maria. A igreja recorda freqüentemente esse mistério de Maria: Fonte de Luz (São João Damasceno); Janela do céu pela qual o Pai derramou sua luz (São Fulgêncio); Maria é a Mãe da Luz: da luz que ilumina os próprios Serafins; da Luz que ilumina os últimos confins da terra; da Luz que disse Eu sou a luz do mundo; da luz que iluminou todas as coisas que estão no céu e na terra (Santo Epifânio). Deus prometeu através do profeta Malaquias: “Para vós que temeis o meu Nome brilhará o Sol da Justiça” (Ml 3,20). Esse Sol é o Cristo Salvador, que faz Maria resplandecer com sua Luz, pois Ele é a luz do mundo (Jo 8,12). Por isso São João viu Maria no Apocalipse como “uma mulher vestida com o sol” (Ap 12,1).

OS CEGOS ERRADOS VÓS ALUMIAIS - a nós que muitas vezes erramos o caminho, cegos pelas ilusões do mundo, Nossa senhora nos aponta aquele que é o “Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6) dizendo-nos como nas bodas de Cana “fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

E COMO COM NUVENS COBRISTES O MUNDO - Eclo 24,6: “À semelhança de uma névoa, eu cobri a terra toda”. Esta nuvem é um símbolo de Maria:
1º) porque cobriu a miséria e nudez dos homens com a sua misericórdia e graça; 2º) porque aquece a nossa tibieza e desânimo, tornando-os fervorosos e ativos; 3º) porque assim como, quando vem a névoa e sopra o vento norte, desaparecem o gelo e os rigores do vento sul, ficando a terra fecunda, assim também, por Maria, que atrai o Espírito Santo– sopro vindo do céu – dissolve-se o gelo e quebra-se a dureza de nosso coração, ficando desse modo fecundo. Em Puebla os Bispos disseram:“Maria não vela apenas pela Igreja. Tem um coração tão grande quanto o mundo e intercede ante o Senhor da história por todos os povos. Isto bem registra a fé popular, que põe nas mãos de Maria, como Rainha e Mãe, o destino de nossas nações” (289).

RAINHA DE CLEMÊNCIA - Esse título celebra a benignidade, generosidade e dignidade de Maria, que elevada aos céus, realiza a figura da rainha Ester (Est 4,17) e sem cessar roga a seu Filho pela salvação do povo, que confiante se refugia junto a ela nas tribulações e perigos. A Virgem Maria é, portanto, a Rainha Clemente que, conhecedora singular da misericórdia de Deus, acolhe todos os que junto dela se refugiam. Por isso é chamada consolação dos penitentes e esperança dos aflitos. A Virgem Maria, no céu, apresenta constantemente as necessidades dos fiéis ao Filho como o fez em Caná (Jo 2, 1-11).
DE ESTRELAS COROADA - Em Ap 12,1, aparece no céu, como um grande sinal, a Mãe do Messias, coroada de doze estrelas. A liturgia aplica esse texto à

Assunção de Maria, na qual “se nos manifestam o sentido e o destino do corpo santificado pela graça. No corpo glorioso de Maria, começa a criação material a ter parte no corpo ressuscitado de Cristo. Maria é a integridade humana, corpo e alma, que agora reina intercedendo pelos homens, peregrinos na história”
(Puebla 298).

ESTAIS DE OURO ORNADA - O Salmo 44 composto para celebrar as núpcias do rei, descreve o cortejo formado pelas princesas que os monarcas. A rainha,

que traja vestes douradas e está à direita do rei, simboliza Maria que, “ao lado do Rei dos séculos, resplandece como Rainha e intercede como Mãe” (Paulo VI, Exortação Apostólica Marialis Cultus, 6).

MÃE DA GRAÇA - Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem é o único mediador sempre vivo a interceder por nós ao Pai (Tm 2,5; Hb 7,25). Mas a Santíssima Virgem é mãe e medianeira da graça porque Deus Pai por misterioso desígnio da providência, a constituiu mãe e companheira do Redentor. Mãe da graça é a Santíssima Virgem porque foi a que trouxe em suas castas entranhas ao Deus e homem verdadeiro e nos deu o próprio Autor da graça.

SEGURO PORTO AOS NAVEGANTES - Para os que enfrentamos as tempestades deste mundo, Maria é “vida, doçura, esperança nossa”. Santo Afonso diziaque a devoção a Maria é sinal seguro de salvação; afirmou também que um verdadeiro devoto de Maria não se perde, pois ela tudo alcança junto de seu Filho em favor dos que a invocam.

ESTRELA DO MAR - Santo Tomás explica assim esse título de Maria: “Assim como por meio da estrela do mar os navegantes são orientados para o porto, assim os cristãos por meio de Maria são conduzidos para a glória. E é precisamente este o significado do nome Maria: Senhora do mar. O mar pode ser entendido como nossa vida cujas saudades lembram as distâncias do Porto, cujas vaidades crescem e se desmancham como as ondas; cujo tédio as vezes cansa e desanima como as calmarias; cujas tentações sacodem e abalam como os ventos fortes. Maria é a Estrela do Mar, pois quando aparece tranqüiliza nossa saudade, acalma todas as nossas ondas, suaviza o nosso viver com a doce aragem de seu carinho materno, diminui as tentações e desmancha as nuvens da tempestade.

SAÚDE CERTA - A salvação de Deus atinge o homem todo, seu corpo, sua alma, seu espírito; tanto como peregrino na terra, como habitante do céu. pela salvação alcançada por Cristo do Espírito Santo, a condição do homem muda inteiramente: a opressão se converte em liberdade, a ignorância em conhecimento da verdade, a aflição em alegria, a morte em vida, a escravidão do pecado em participação da natureza divina. Contudo, a absoluta e perfeita salvação, o homem não a pode alcançar neste mundo: sua vida está sujeita à dor, à enfermidade, à morte. A salvação de Deus é o próprio Jesus Cristo, que o Pai enviou ao mundo como Salvador do homem e médico dos corpos e das almas, como o chama a liturgia referindo-se às palavras de Santo Inácio de Antioquia. Nos dias de sua vida mortal, cheio de misericórdia, curou muitos doentes, libertando-os muitas vezes também das chagas do pecado(Mt 9,2-8; Jo 5,1-14). Também a Santíssima Virgem, como Mãe de Cristo, salvador do homem, e Mãe dos fiéis, socorre com muito amor seus filhos aflitos. Por isso freqüentemente os enfermos acorrem a ela, vão muitas vezes aos seus santuários, para obter saúde por sua intercessão. Nos santuários marianos encontram-se muitos testemunhos desta confiança dos enfermos para com a Mãe de Cristo. Na Ladainha, também invocamos Maria como “saúde dos enfermos”. Por meio de sua poderosa intercessão, recuperam a saúde os doentes de qualquer espécie. Como seu Filho“passou pelo mundo fazendo o bem” (At 10,38), Nossa Senhora não se cansa de zelar pela felicidade de seus filhos.

ÓLEO DERRAMADO - Essa imagem é tirada de Ct 1,2: “Teu nome é como umóleo escorrendo”. O óleo tem as propriedades de alimentar, curar, fortalecer, perfumar; assim os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam e sua vida que “a devoção à virgem Santíssimaé um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI, Exortação Apostólica Marialis Cultus, 57). Maria é o óleo que Jesus, Bom Samaritano, derramou em nossas feridas. O óleo apaga o fogo na pedra e o alimenta na madeira. Assim procede Maria com nosso coração que, quando tornado pedra pelo fogo das paixões, sente que se apaga esse fogo com o nome da Mãe de Deus; e quando arde no amor divino, sente crescer esse ardor no óleo deste mesmo Nome. Ainda se diz: o vosso nome, ó Maria, escrito ou pronunciado, ou somente imaginado, mantém, alenta, restaura, ilumina e alegra.

Fonte: urbanomedeiros

Em Nossa Senhora e por Ela é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação





O mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai. Por isso, Ele o deu a Virgem Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dEla. Em Nossa Senhora e por Ela é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação.

Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria Santíssima, mas só depois de lhe ter pedido consentimento por intermédio de um dos primeiros ministros da corte celestial.

A conduta das três pessoas da Santíssima Trindade, todos os dias na Igreja, é a mesma que teve na encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, e esse procedimento há de perdurar até a consumação dos séculos, na última vinda de Cristo.

A Virgem Maria é o Santuário, o repouso da Santíssima Trindade em que Deus se encontra mais magnífica e divinamente que em qualquer outro lugar do universo.

Devemos, portanto, exclamar com o apóstolo: os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Nossa Senhora, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória (ICor 2,9).

Pensamentos de São Luis de Montfort

domingo, 27 de novembro de 2011

Papa no Angelus: "O verdadeiro dono do mundo não é o homem, mas Deus"





Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI conduziu a oração mariana do Angelus, deste I Domingo do Advento, na Praça São Pedro, no Vaticano, repleta de fiéis e peregrinos que ouviram as palavras proferidas pelo Papa.

O Santo Padre iniciou o Angelus destacando o início do novo Ano Litúrgico: "Um novo caminho de fé que deve ser vivido juntos nas comunidades cristãs, mas também, como sempre, um caminho que deve ser percorrido dentro da história do mundo, para abri-la ao mistério de Deus, para a salvação que vem de seu amor. O Ano Litúrgico inicia-se com o Tempo do Advento: tempo maravilhoso em que se desperta nos corações a espera do retorno de Cristo e a memória de sua primeira vinda, quando se despojou de sua glória divina para assumir a nossa carne mortal."

O Papa frisou que o apelo de Jesus no Evangelho de hoje a vigiar é um convite dirigido não só aos seus discípulos, mas a todos nós: "É um convite salutar para nos lembrar que a vida não tem apenas a dimensão terrena, mas é projetada rumo ao além, como uma plantinha que brota da terra e se abre para o céu. Uma plantinha pensante, o ser humano, dotada de liberdade e responsabilidade, por isso cada um de nós será chamado a prestar contas de como viveu, como utilizou suas capacidades: se as guardou para si ou as fez frutificar em favor do bem dos irmãos."

O Santo Padre recordou que Isaías, o Profeta do Advento, nos faz refletir hoje com uma oração sincera, dirigida a Deus em nome do povo. "Ele reconheceu as falhas do seu povo e disse: Não há quem invoque o teu nome, quem acorde para em ti se apoiar, pois escondeste de nós a tua face, deixaste que, como onda, a força dos nossos pecados nos arrastasse" – disse Bento XVI citando o Profeta Isaías.

Segundo o Papa, tal descrição parece refletir certos panoramas do mundo pós-moderno: "As cidades onde a vida tornou-se anônima e horizontal, em que Deus parece estar ausente e o homem o único senhor, como se ele fosse o criador e o diretor de tudo: as construções, o trabalho, a economia, os transportes, as ciências, a tecnologia, tudo parece depender somente do homem. E às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na natureza, ou na sociedade, que nos leva a pensar que Deus tenha se retirado, nos tenha abandonado."

"Na realidade, o verdadeiro dono do mundo não é o homem, mas Deus. O Tempo do Advento chega a cada ano para nos lembrar isso, a fim de que a nossa vida reencontre sua orientação justa, em direção à face de Deus. A face não de um patrão, mas de um Pai e amigo" – concluiu o Papa que concedeu a todos a sua bênção apostólica. (MJ)

Sermão para o Advento


Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense

A vinda do Senhor
Eis que chegou para nós, irmãos muito caros, o tempo em que devemos «cantar o amor e a justiça; para ti, Senhor» (Sl 100,1). É o advento do Senhor, a vinda do Mestre todo-poderoso, d'Aquele que é, que era e que há-de vir (Ap 1,8). Mas como e onde há-de vir; como e onde vem? Não disse Ele: «Porventura não sou Eu que encho o céu e a terra?» (Jr 23,24) Como virá então ao céu e à terra Aquele que enche o céu e a terra? Escuta o Evangelho: «Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não O reconheceu». (Jo 1,10). Ele estava, pois, simultaneamente presente e ausente; presente pois estava no mundo; ausente porque o mundo não O conheceu. [...] Como não estaria distante Aquele que não era reconhecido, em Quem não se acreditava, que não era venerado, que não era amado? [...]


Ele vem, pois, para conhecermos Aquele que não foi reconhecido; para acreditarmos n'Aquele em Quem não se acreditava; para venerarmos Aquele que não foi venerado; para amarmos Aquele que não era amado. Aquele que estava presente pela Sua natureza vem na Sua misericórdia. [...] Pensai um pouco em Deus e vede o que representa para Ele abdicar de tão grande poderio, como Se humilha tão grande poder, como Se fragiliza tão grande força, como Se torna insensata tão grande sabedoria. Será por dever de justiça para com o homem? Certamente que não! [...]


Na verdade, Senhor, não foi minha justiça, mas a Tua misericórdia, que Te guiou; não foi a Tua indigência, mas a minha necessidade. Efectivamente, Tu disseste: «a Sua fidelidade é eterna como o céu» (Sl 88,3). E assim é, porque a miséria abundava sobre a terra. Eis porque «cantarei, Senhor, a misericórdia» que manifestaste aquando da Tua vinda. [...] Quando Te mostraste humilde na Tua humanidade, poderoso nos Teus milagres, forte contra a tirania dos demónios, indulgente no acolhimento dos pecadores, tudo isso proveio da Tua profunda bondade. Eis porque «cantarei, Senhor, a misericórdia» que manifestaste aquando da Tua primeira vinda. E merecidamente, pois «Senhor, a terra está cheia da Tua bondade» (Sl 118,64).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Maria no Templo



A Virgem foi conduzida, hoje, à Morada do Senhor

"O Templo puríssimo do Salvador, a preciosa câmara nupcial, a Virgem, tesouro sagrado da glória divina, hoje é conduzida à Morada do Senhor, levando consigo a Graça do Espírito Divino; os anjos cantam a sua glória: ela é o tabernáculo celeste" como proclama a liturgia oriental.

A festa da Apresentação de Maria, no Templo, que repousa sobre antiga tradição, é historicamente ligada à consagração de uma basílica em honra de Santa Maria - a construção foi edificada sob as ordens de Monsenhor Elias, bispo de Jerusalém, e terminada sob o domínio do Imperador Justiniano (527-565) - contíguo à zona do Templo de Jerusalém, onde a Virgem Santa deveria ter passado a infância consagrada ao serviço divino. Esta Igreja foi dedicada a Nossa Senhora no dia 21 de novembro de 543, e foi chamada "A Nova Igreja" para ser distinguida da antiga, que fora consagrada à Natividade de Maria: a Probática. Durante o século VIII, a festa se espalhou por todas as Igrejas orientais, reencontrando o acolhimento do povo de Deus: ela se tornaria uma das doze festas do ano, ainda hoje celebrada no Oriente, sendo precedida de uma noite preparatória e estendendo-se alguns dias após a festa, até 25 de novembro.

Kondakion-Ikis de 21 de novembro
Fonte: Um minuto com Maria

domingo, 20 de novembro de 2011

Zelo pelo Santíssimo Nome de Maria



Os antigos consideravam o nome como uma espécie de símbolo da pessoa e daí também o fato de durante muito tempo se ter desenvolvido muito o uso das iniciais, que é uma espécie de símbolo do nome, que por sua vez é um símbolo da pessoa. Assim, o nome era considerado um símbolo dos aspectos mais profundos da realidade psicológica, moral e espiritual da pessoa.

Por causa disso esse nome de Nossa Senhora, como o Santíssimo nome de Jesus, deve ser considerado simbólico da virtude excelsa de Nossa Senhora, de sua missão,enfim, daquilo que Ela verdadeiramente é.

Dentro desta concepção, é que veneramos o nome de Nossa Senhora, como afirmação da sua glória interior, uma afirmação de seus predicados interiores e uma manifestação de sua essência íntima. O nome de Maria é, então, a manifestação simbólica de tudo o que existe de sagrado em Nossa Senhora. Honrando este nome para celebrar a glória que Nossa Senhora tem, teve e terá, no céu, terra e em todo o universo.

Em relação a sua glória no céu, já tudo foi dito. Ela é a rainha de todos os anjos e santos, colocada acima de todas as criaturas. Ela é colocada incomensuravelmente, incomparavelmente, acima de todas as criaturas. Na ordem da criação, ela é o ponto mais alto para o qual tudo converge. Ela é então nossa medianeira junto a Deus, Nosso Senhor.

A glória que Ela tem por esse fato é simplesmente indizível e deriva da sua condição de Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Na terra também Nossa Senhora deve ser glorificada: Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo. A resposta é: Como era no princípio, agora e sempre o será, mundo sem fim. Amen.

Assim, o normal é que Nossa Senhora fosse venerada na Terra, e que o nome santíssimo de Nossa Senhora fosse glorificado de modo inexprimível.

Imaginem um mundo – a Cristandade – influenciado pelo espírito do grande apóstolo mariano São Luíz Grignion de Montfort; imaginem que em toda essa Cristandade, os discípulos de São Luiz Grignion de Monfort fossem o sal da terra e dessem realmente o tom da piedade de Nossa Senhora; aí compreenderemos o que seria a glória de Nossa Senhora no mundo. Seria incomparavelmente mais do que é hoje.

Nosso zelo pela glória e nome de Nossa Senhora deve ser como os de filhos na casa de sua mãe.

Como podemos nos sentir bem na Terra, que está sujeita ao reinado de Nossa Senhora, vendo que na Terra são recusadas as honras e as atenções a que Nossa Senhora tem direito?

Isto deve ser para nós uma ocasião contínua muito mais do que de pesar, de indignação enorme, por ver que a Rainha não está reconhecida, por todos, no papel em que Ela deve estar reconhecida.

Transcrito de America Needs Fatima

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Quando veremos a doce Maria?



Doce é o nome de Maria, que faz com que, em toda a parte, a Igreja dos fiéis se una e se incorpore em devoção. Eu lhes peço que me expliquem de onde vêm os suspiros, o murmúrio e a prostração da multidão devotada à Igreja, quando um clérigo pronuncia o doce nome de Maria. A idéia que me vem, é a de uma tâmara, dulcíssima e doce em nosso imo...

Terna é a imagem de Maria que os artistas elaboram, com tanto zelo, magnificência e suavidade, dedicando tal enlevo à sua representação, mais do que aos outros santos, e que os fiéis veneram com tanta alegria, mais do que a qualquer outra imagem. Vocês não percebem que as Igrejas estão repletas de imagens da Mãe santíssima, sinal evidente de que cada coração deve estar impregnado de sua piedosa memória?

Eis os doces frutos da tamareira! Eis as tâmaras que Maria espalhou pela terra dos agonizantes. Qual não será a especial qualidade das que ela oferta aos cidadãos do alto, na terra dos vivos? Onde nós a veremos, não mais em sua imagem de ouro ou de marfim, mas face a face, em seu corpo santíssimo. Onde nossos olhos verão o seu rosto, como desejamos, durante tanto tempo, aqui embaixo, enquanto choramos a sua ausência. Onde nós nos sentaremos junto à nossa terna Mãe, da qual nos encontramos, agora, tão afastados. Onde nós poderemos, não mais falar sobre ela, mas falar com ela. Onde nós jamais nos afastaremos de sua gloriosa presença. Oh! Quando será que isso vai acontecer?

Santo Alberto o Grande (1200-1280)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ele se tornou dom para todos nós



Maria se entregou, se doou inteiramente a Cristo e com Ele, tornou-se dom para todos nós. Na verdade, quanto mais a pessoa se doa, mais se descobre a si mesma. Por isso, sempre que na liturgia eucarística nos abeiramos do Corpo e Sangue de Cristo, dirigimo-nos também à sua Santa Mãe que, por toda a Igreja, acolheu o sacrifício de Jesus Cristo, aderindo plenamente ao mesmo. Justamente, afirmaram os padres sinodais que "Maria inaugura a participação da Igreja no sacrifício do Redentor." (104) Ela é a Imaculada que acolhe incondicionalmente o dom de Deus, e desta forma fica associada à obra da salvação. Maria de Nazaré, ícone da Igreja nascente, é o modelo para que possamos saber de que forma somos chamados a acolher a doação que Jesus fez de Si mesmo na Eucaristia.

Papa Bento XVI, 8 de dezembro de 2005

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ninguém penetrou no mistério de Cristo a não ser a Virgem Maria





Creio que podemos afirmar que ninguém penetrou tão profundamente no mistério de Cristo, a não ser a Virgem Maria.

São Paulo se refere muitas vezes à "inteligência" que recebeu e, não obstante, ele e todos os santos permanecem ofuscados quando se observa o esplendor radiante da Virgem Maria! Impossível expressar o seu fulgor. Não se consegue expressar o que é a Mãe de Deus. Maria é indizível! O segredo que guardava e meditava em seu coração, jamais poderia ser revelado. Nenhum idioma, nenhuma escrita conseguiriam interpretá-lo.

Esta Mãe da graça vai formar a minh´alma, a fim de que sua filhinha seja a imagem viva, exemplo de seu primeiro filho, o Filho do Eterno, aquele que foi a glória perfeita de seu Pai.

Irmã Elisabeth da Trindade (1880-1906)
"Maria, modelo das almas interiores"
A Vida Espiritual, 1928

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Da Virgem nasceu um menino" na devoção mariana do século II



Alguns papiros encontrados traziam cânticos cristãos, um deles com notas musicais. As Odes de Salomão são uma coleção de cantos gnósticos do século. O Espírito estendeu as suas asas sobre o seio da Virgem Maria e ela concebeu e deu à luz um Filho, tornando-se Mãe e Virgem, e plena de misericórdia. Seu corpo acolheu a Criança no ventre e o parto foi sem dor; e, para que nada fosse inútil, não foi preciso recorrer à ajuda de uma parteira. Como ser humano, ela deu à luz, voluntariamente. E teve a sua criança, como exemplo, possuindo-a com todo o poder, amando-a com reverência, guardando-a na suavidade, mostrando-a na grandeza. Aleluia!

Texto extraído das Odes de salomão
Texto apócrifo do século II

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O PLANO DE NOSSA SENHORA PARA A PAZ



Um dos temas principais da Mensagem de Fátima é o estabelecimento da paz em todo o mundo.

A Mãe de Deus apresentou ao mundo em Fátima as condições necessárias para a paz. São elas a prática generalizada da devoção dos Primeiros Sábados de Reparação ao Imaculado Coração de Maria, e a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração pelo Papa em união com todos os Bispos católicos.
Nossa Senhora disse em Fátima aos três pastorinhos: "Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martitizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas."

Em Fátima, Nossa Senhora disse, referindo-se a Si própria sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário: "Só Ela vos pode ajudar." Nenhum governo ou instituição conseguiu até agora alcançar uma paz duradoura para o nosso mundo, devastado pela guerra.
Na contramão dos pedidos de Nossa Senhora, se reúnem em Assis com o Papa, os membros das falsas religiões mundiais para suplicar pela Paz no mundo...ainda proíbem a entrada de Nossa Senhora de Fátima durante o encontro para não desagradar os membros de outras confissões religiosas... Desta forma, NÃO TEREMOS PAZ!
Isto é assim porque Deus determinou que a paz virá através de apenas uma fonte: das mãos da Bem-Aventurada Virgem Maria. E só obedecendo aos pedidos, simples e ao mesmo tempo profundos, que Ela fez em Fátima é que Ela concederá uma paz verdadeira à humanidade.
A Irmã Lúcia perguntou a Nosso Senhor porque é que Ele não convertia a Rússia sem o Papa fazer a Consagração. Ele respondeu que queria que toda a Igreja o reconhecesse como o Triunfo do Imaculado Coração de Maria!

A paz que Nossa Senhora predisse não consistirá "apenas em actos de cortesia formal e exterior, mas [será] uma paz que penetrará nas almas dos homens e que unirá, curará e reabrirá os seus corações ao afeto mútuo que deriva do amor fraternal. A paz de Cristo é a única paz que está de acordo com esta descrição", e Cristo reina onde é reconhecida a posição na sociedade que Ele destinou à Sua Igreja.
Deus Todo-Poderoso, de Quem deriva toda a autoridade, dispôs que houvesse uma autoridade espiritual universal, a Igreja, e uma autoridade temporal.
Ambas recebem d’Ele a sua autoridade, e, por isso, temos obrigação de respeitar a ambas: "Que cada alma esteja sujeita a poderes mais altos" (Rom. 13:1). Desprezar a autoridade legítima é ilegítimo e uma forma de rebeldia: "Quem resiste à autoridade resiste à disposição de Deus. E os que resistem adquirem para si a condenação" (Rom. 13:2).

É assim que a Igreja Católica é o "pilar e fundamento da verdade" (1 Tim. 3:15). Só podemos cumprir a vontade de Deus se formos Católicos. Se recusarmos, não poderemos cumprir a vontade do nosso Criador, e não poderemos ter a tranquilidade da ordem.
A paz de Nossa Senhora, também inclui a conversão do mundo ao Catolicismo.
A paz que Nossa Senhora prometeu é a paz que Isaías profetizou nas Sagradas Escrituras: "A Casa do Senhor será exaltada sobre os montes, e todas as nações acorrerão a ela. E muitas pessoas irão, dizendo: Vamos subir à montanha do Senhor e à Casa do Deus de Jacob, e Ele ensdinar-nos-á os Seus caminhos, e nós segui-los-emos." (Isaías 2,2)
É este o significado claro da primeira parte da passagem, que diz que as nações acorrerão à Casa do Senhor. Ora, foi definido infalivelmente por três vezes que não há salvação fora da Igreja Católica!
Conclui-se, portanto, que Deus ordenou aos homens, à luz da vinda de Cristo, que entrem na Igreja Católica. A paz ou tranquilidade da ordem que virá quando Nossa Senhora de Fátima for obedecida refletirá isto.
Fonte:Luz de Maria para as Nações.