sábado, 31 de julho de 2010

Quando rezamos o Rosário diante do Santo Sacramento


Quando rezamos o Rosário diante do Santo Sacramento, amamos Jesus com o coração de Maria. Quando recitamos o Rosário diante do Santo Sacramento, oferecemos a Jesus a perfeita adoração, exercício perfeito de Maria. Unimos nosso amor por Jesus ao louvor e ao perfeito amor de Maria.

Jesus acolhe nossa hora de adoração como se fosse Maria Santíssima, sua Mãe que estivesse rezando. Pouco importa a fragilidade da nossa fé ou a pobreza do nosso amor, Maria nos recebe em seu Coração e Jesus acolhe a hora de adoração como se ela viesse diretamente do Coração de sua Santa.Mãe. O Coração Imaculado de Maria estará suprindo o que falta ao nosso coração.

Padre Martin Lúcia
Meditações do Rosário de Madre Teresa de Calcutá

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Compreender a verdadeira devoção .




Nós só compreenderemos a verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria quando solicitarmos à sua ternura, não as satisfações transitórias, nem mesmo as doçuras do consolo e da paz perceptível, mas a graça das graças que significa, no dia a dia, a disposição de nossa alma para a pureza, a abnegação, a prática generosa de todas as virtudes, o caminhar aguerrido, portando a Cruz de Jesus sobre os ombros, seguindo Jesus em sua caminhada para a morte, amorosamente aceita e, pela morte, em direção à vida eterna e bem-aventurada.

Sua Santidade o Papa Pio XII, em 17 de outubro de 1937

terça-feira, 20 de julho de 2010

O "M" de Maria e os dois corações dizem tudo.

A MEDALHA MILAGROSA

A medalha deve ser explicada como um fato que se liga à visão da Virgem Maria portando o globo entre as mãos, fato que precede a visão da medalha.

A primeira aparição é a da Virgem Maria com o globo, quer dizer, Nossa Senhora, que tem na mão um globo dourado, e sobre este, pequena Cruz. Este globo dourado, encimado pela pequena Cruz, significa a humanidade resgatada e glorificada. O globo representa a humanidade (e o cosmos) ; a cor dourada, a glória ; e a pequena Cruz nos recorda o sacrifício redentor. Maria apresenta a Deus essa humanidade salva; e a Virgem que porta o globo nas mãos, expressa a maternidade espiritual de Maria.

A visão evolui tornando-se a de uma Virgem Imaculada. Surge, finalmente, a visão da medalha milagrosa, mostrando, no anverso, Nossa Senhora, com os braços ternamente abertos, derramando raios que representam as graças que nos traz e, no reverso, dois corações e a letra "M", encimada por pequena Cruz.
No reverso da medalha milagrosa, encontram-se dois corações e um "M" encimado por pequena Cruz. Os dois corações comprovam a união de Maria com Jesus.

A associação dos dois corações num mesmo alinhamento - o de Maria (transpassado) e o de Jesus (coroado de espinhos) - exprime o extraordinário grau de unidade da Mãe com seu Filho, unidos "por um vínculo estreito e indissolúvel" (Vaticano II, Lumen Gentium, 53). A maternidade divina de Maria constitui a base de sua relação com o Filho, na imagem dos dois corações, e a sua participação no sacrifício do Jesus, seu Filho, nosso Salvador.

O "M" encimado pela Cruz: a união de Maria com a humanidade resgatada.

Padre Alabel, referindo-se ao relato de Irmã Catarina Labouré sobre a Medalha, constata com clareza que a Cruz é pequena, menor que a letra "M". A.linha transversal exposta na base da Cruz (mais extensa que os braços da Cruz) indica a terra. Foi desta forma que a pequena Cruz, encimando o globo terrestre que estava nas mãos de Maria foi descrito por Catarina Labouré: "a Cruz sobreposta ao globo terrestre". Neste segundo caso, ela não teve dúvida de que se tratava de toda a humanidade resgatada.

É a visão da Virgem Maria com o globo nas mãos que vem elucidar a questão da barra transversal e de todo o símbolo do qual ela constitui parte. Percebemos então Maria (na letra "M") apresentando a Deus a humanidade resgatada (uma linha representando a terra encimada pela pequena Cruz). Esta imagem nos é reproduzida na visão em que aparece Nossa Senhora a levar o globo entre as mãos. O ourives, que não teve conhecimento da visão da Virgem Maria com o globo, representou a Cruz bem maior do que a indicada por Catarina, pois ele julgava que esta Cruz deveria representar Jesus Cristo (pois o Cristo é maior do que Maria).

Fonte: www.mariedenazareth.com

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS (da MEDALHA MILAGROSA)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nossa Senhora do Monte Carmelo




De acordo com piedosa tradição, atestada pela Liturgia da Igreja, no dia de Pentecostes, os apóstolos, inspirados pelo Divino Espírito, falavam em diversas línguas e faziam inúmeros milagres, invocando o augusto nome de Jesus. Relata-se que muitos discípulos, devotos dos santos Profetas Elias e Eliseu, abraçaram o Cristianismo. Tinham sido discípulos de São João Batista, que os preparara ao Evangelho, na fé, tendo em vista o advento do Salvador. Ora, a bem-aventurada Virgem Maria, de quem tiveram o privilégio de usufruir os colóquios e a familiaridade, tornou-se, para eles, naqueles afortunados momentos, objeto de um amor tão especial e de veneração tão profunda, que partindo de Jerusalém, chegando ao Monte Carmelo, os primeiros deles erigiram um santuário devotado à Santíssima Virgem, no mesmo lugar onde Elias vira aparecer aquela nuvenzinha anunciadora da fecundidade e, ao mesmo tempo, símbolo da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Adotaram eles o nome de Irmãos da Bem-aventurada Maria do Monte Carmelo e essa foi a primeira igreja erigida em honra da Virgem Puríssima.

Dom Próspero Guéranger
Em 16 de julho, Nossa Senhora do Monte Carmelo

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Pequeno Ofício de Nossa Senhora


O Pequeno Ofício não pode ser considerado uma das primeiras versões breves do Breviário, mas pode ser considerado o mais utilizado e o mais popular. Até o Concílio Vaticano II foi a oração litúrgica de inúmeras comunidades religiosas, principalmente as de vida apostólica e algumas ordens terceiras (Carmelitas, Franciscanos, Dominicanos, Agostinianos e etc.), também os oblatos beneditinos, algumas abadias e conventos e com certeza inúmeros cristãos leigos.


Seu surgimento oficial deu-se na Alta Idade Média quando foi incluído no Livro das Horas, posteriormente ocorreu sua expansão como forma de combate a Reforma, antes do CVII todas as edições do Breviário Romano, Monástico, Carmelita e Dominicano possuíam uma versão do Pequeno Ofício; alguns lugares mantiveram formas próprias como a Diocese de Braga em Portugal.

Para alguns existiria um Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria na Abadia Beneditina de Monte Cassino, elaborada pelo Papa Zacarias (741-752). Sua origem pode ser anterior, mas sua origem será sempre monástica.
Em muitos mosteiros foram sendo acrescentados pequenos ofícios ao Breviário, em parte pelo fato dos irmãos de coro disponibilizarem de maior tempo (os irmãos "conversos" ou "leigos" ficavam responsáveis pelos trabalhos manuais e outras atividades) e pelo costume de se rezar por inúmeras intenções (mortos, benfeitores, guerras e etc.). Assim surgem os ofícios da Bem-Aventurada Virgem Maria e o da Santa Cruz.

Em 1095 o Papa Urbano II no Concílio de Clermont convidou os cristãos a organizarem uma cruzada e aos clérigos que adicionassem o Pequeno Ofício da Virgem Maria ao Breviário, é a primeira vez que o Pequeno Ofício é citado por um papa e colocado em destaque, tal obrigação permaneceu até 1568 depois do Concílio de Trento.

Não existiu somente uma única versão do Pequeno Ofício, cada localidade ou comunidade possuía seu uso próprio, surgiram assim os usos de "Sarum", “Paris, “Cartuxa”, “Carmelo”, “Citeuax”, “Braga” e obviamente “Roma”“. É comprovada a existência de um outro Pequeno Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria entre as Irmãs do Santíssimo Salvador - Brigitinas (Santa Brígida), com a diferença de que era um Ofício completo e com obrigação de ser cantado sempre no coro pelas monjas.

Importante dizer que alguns institutos nunca utilizaram o nome "Pequeno Ofício", mas somente Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria. Em 1568 São Pio V aboliu inúmeras outras formas e permaneceu somente o modelo romano até o CVII, ele também liberou os clérigos da obrigação de rezá-lo, mesmo que algumas ordens tenham mantido a tradição. Entre os leigos ocorreu o oposto, inúmeros "Pequenos" foram impressos em "Primários" (pequenos livros devocionais) e passaram a fazer parte das orações diárias de muitos cristãos.

As novas comunidades religiosas que surgiam passavam a adotar o Pequeno Ofício, na maioria das ordens contemplativas as monjas com votos solenes possuíam obrigação de rezá-lo. As Monjas da Visitação fundadas por São Francisco de Sales rezavam o Pequeno Ofício, Beneditinas e Dominicanas alemãs que chegaram à América no século XIX tentaram manter o espírito contemplativo diante das inúmeras tarefas (hospitais e escolas) rezando o Ofício durante certo tempo. As Irmãs do Santíssimo Salvador ainda possuem sua própria versão do Ofício e algumas comunidades que faziam uso do Breviário no início (Irmãs Escolares de Nossa Senhora, Irmãs Carmelitas Corpus Christi) diante do intensivo trabalho exigido adotaram o Pequeno Ofício também.


Embora, muito utilizado e popular, o Ofício possuía como inconveniente o fato de ser incompleto não abrangendo todo o Ano Litúrgico, tentou-se ajustá-lo com três tempos, mas o Ofício permanecia o mesmo todos os dias. Durante o século XX ,para alguns religiosos, uma renovação litúrgica e motivadora era necessária, em 1953 Pe. Augusto Bea SJ (futuro cardeal) preparou uma versão que chamou “ampliada”, ampliou os tempos de três para seis e adicionou vinte e oito festas com antífonas e orações próprias. O sumo pontífice Pio XII incentivou o uso desta versão, mesmo assim outras versões possuíam permissão de uso.


Para as comunidades que desejavam expressar mais claramente seu amor a Santíssima Virgem e desejavam uma variedade maior no Ofício do que o proposto na edição “ampliada” do Pe. Bea, em 1955 a Congregação para os Religiosos incentivou a utilização de um novo Pequeno Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria elaborado pelos Monges da Abadia de En Calcat (França). Tal versão possuía o Saltério dividido em suas semanas, todo o Ano Litúrgico, um ciclo santoral e uma grande inovação: leituras diárias.


A Constituição sobre Liturgia do Concílio Vaticano II acrescentou uma nova dimensão ao Pequeno Ofício, sendo ele rezado com obrigatoriedade ou por devoção, o fiel tomava parte na oração litúrgica da Igreja da mesma forma com os que rezavam o Breviário.

No entanto, em 1966 os religiosos e leigos foram encorajados a usarem o Breviário ao menos na parte da manhã e a tarde, começou assim o desaparecimento do Pequeno Ofício. Na versão conciliar do Breviário publicada em 1973 não constava o Pequeno Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria. Alguns institutos adotaram o novo Breviário com o Pequeno Ofício em forma de devoção particular (Carmelitas Descalços).


Na Ordem de São Bruno (cartuxos) por tradição os monges rezam o Pequeno Ofício em suas celas, os Cistercienses o rezavam no coro em complemento ao Breviário.

Desse modo percebemos a importância do Ofício da Bem-Aventurada Virgem Maria na vida da Igreja. Agora é o momento de resgatar essa belíssima e filial devoção, tomar como nossa para que assim, por meio da intercessão da Santíssima Virgem, possamos alcançar a glória da vida eterna!